sábado, 30 de maio de 2026

O Voo do Maino’i e a Vanguarda Gaúcha: O que a 6ª Teia Nacional deixa de legado para a governança da cultura

 


Por: Betinho (Delegado RF5 / Comissão Estadual RS)

A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura encerrou-se em Aracruz (ES) com números impressionantes: mais de 4.200 credenciados presenciais e o marco histórico de uma política que saltou de 4 mil para 16 mil pontos certificados em três anos, impulsionada pela PNAB. Mas o verdadeiro legado deste encontro reside na consolidação da cultura como ferramenta de sobrevivência e transformação diante da crise climática. Como bem diz a Carta de Aracruz: "não haverá justiça climática sem justiça e equidade cultural".

A Contribuição do Rio Grande do Sul A delegação do Rio Grande do Sul, composta por 29 delegados dedicados e apoiada ativamente pelo Escritório do MinC RS (na figura incansável da Paty Affonso) e pela SEDAC (através do Rubinho e equipe), levou uma contribuição revolucionária para a plenária nacional. Propusemos — e foi aceito nacionalmente — a indicação para a criação de um Comitê Gestor Nacional, espelhado no modelo de governança compartilhada que o RS já opera de forma pioneira entre sociedade civil e governo.

Perspectivas e os R$ 2,8 Milhões para a Rede RS.

De volta ao território gaúcho, o debate agora foca na aplicação prática dos recursos do Decreto Estadual da Cultura Viva. A Comissão Estadual e o Comitê Gestor já alinham com a SEDAC a destinação dos fundos para potencializar nossa rede ainda em 2026:

  • R$ 800 mil para a realização da Teia Estadual, prevista para ocorrer em Rio Grande, com convênio direto com o Ponto Filhos de Aruanda.
  • R$ 1 milhão para Formação Continuada, via editais de certificação para Pontões de Cultura (garantindo 1 vaga por RF), com planos de trabalho que incluem formação, mobilização e assessoria a rede de pontos de cultura do RS.
  • R$ 1 milhão para Editais de Premiação, focados exclusivamente nos Pontos de Cultura que ainda não acessaram fomento da PNAB nos âmbitos municipais ou estaduais.

A Teia Nacional provou que o Brasil profundo pensa, cria e governa. Que sigamos mantendo o céu suspenso sobre nossas comunidades.










CARTA VI TEIA NACIONAL

Nós, Povos da Cultura Viva — Pontos e Pontões de Cultura, mestres e mestras dos saberes tradicionais, Agentes de Cultura Viva, gestoras e gestores, artistas, brincantes das culturas populares, pesquisadores, juventudes, educadores, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, caiçaras, ciganos, mulheres da Cultura, idosos, Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, comunidades de terreiro, comunidades LGBTQIAPN+, povos de matriz africana e coletivos de base comunitária —, reunidos em Aracruz, Espírito Santo, nas terras ancestrais dos povos Tupinikim e Guarani, erguemos esta carta como canto, denúncia, pacto e convocação.

Daqui, onde o mar encontra a floresta e a memória resiste às violências do colonialismo, do racismo ambiental e da devastação promovida pelo capitalismo, afirmamos: não haverá justiça climática sem justiça e equidade cultural. Não haverá futuro possível enquanto a lógica do mercado continuar tratando a terra, a água, os corpos e os sonhos como recursos a serem explorados e não preservados.

A crise climática não é uma fatalidade natural; ela é consequência de um sistema econômico predatório, concentrador e colonial. Por isso, enfrentar o aquecimento global exige mais do que metas de redução de emissão de carbono: exige redistribuição de riquezas, demarcação dos territórios indígenas, proteção dos biomas, soberania alimentar, democratização da comunicação, soberania digital e o fortalecimento das culturas populares, tradicionais e comunitárias.

Os Povos da Cultura Viva estão nas linhas de frente no enfrentamento das emergências sociais e climática. Somos nós que preservamos nascentes, reflorestamos imaginários, transmitimos conhecimentos ancestrais, acolhemos as infâncias e as juventudes, enfrentamos a fome, combatemos as violências e reconstruímos os vínculos comunitários rompidos pela desigualdade. Cada um desses grupos traz contribuições únicas que enriquecem essa luta, promovendo a agroecologia, a proteção das águas, das florestas, do campo e a, conservação da biodiversidade.

Sob o voo do Maino’i — o beija-flor-de-orelha-violeta sagrado da cosmologia Guarani — aprendemos que a vida persiste na delicadeza da polinização. Enquanto o ódio espalha desertos, nós espalhamos sementes. Enquanto o lucro transforma rios em rejeitos e florestas em monocultura, os Pontos de Cultura reinventam o mundo a partir do cuidado, da solidariedade e do bem-viver em comunidade.

O futuro não mora nas promessas das grandes corporações nem nos algoritmos que transformam a humanidade em dado comercial. O futuro dança nos terreiros, canta nas aldeias, pulsa nas periferias, navega nos rios e floresce nas mãos de quem cultiva a memória coletiva. O futuro é ancestral porque nasce da sabedoria de quem aprendeu, há séculos, a existir sem destruir a Terra.

Celebramos os 22 anos da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) como memória insurgente de um povo que transforma a cultura em direito fundamental, participação social em política pública e territórios em escola de democracia. A Cultura Viva provou na prática que o Brasil profundo pensa, cria, governa e produz soluções coletivas e sustentáveis. A rede de mais de 16 mil Pontos e Pontões de Cultura é hoje a principal política de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura (SNC), essencial para a garantia de direitos e para a promoção da cidadania. Sendo também, referência internacional em mais de 15 países e regiões da América Latina e Ibero-América, que replicam a experiencia brasileira dos Pontos e Pontoes.

Hoje, essa rede capilarizada em todo território nacional oferece acesso às artes e às culturas em suas mais diversas possibilidades. A rede Cultura Viva dispõe de 6 mil salas de reuniões para o tecido associativo territorial, mais de 6,6 mil salas para oficinas, 3.750 bibliotecas, 2.850 cineclubes, 1.500 estúdios de gravação e ensaio e 900 hortas comunitárias.  

A Política Nacional Cultura Viva apresentou expansão histórica a partir da recriação do Ministério da Cultura e da implementação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Em pouco mais de três anos, o número de Pontos de Cultura reconhecidos passou de aproximadamente 4 mil, acumulados ao longo de 19 anos, para mais de 16 mil em todo o país, com presença em mais de 2.200 municípios. Desde 2023, o investimento do Ministério da Cultura na Política Nacional Cultura Viva aproxima-se de R$ 1 bilhão, com previsão de atingir cerca de R$ 1,4 bilhão até o final do ano.

Contudo, após 22 anos de caminhada coletiva, ainda é preciso avançar a partir da escuta ativa que vivem a realidade na ponta, presentes neste encontro. Neste sentido, reconhecemos nesta carta, todas as reflexões, contribuições e propostas que compuseram a 6ª Teia Nacional de Cultura Viva cujas demandas e saberes são resultado do somatório dos debates ocorridos ao longo dos seis dias de encontro e em suas fases preparatórias: 27 fóruns estaduais e distrital - e suas etapas preliminares -, de inúmeros fóruns temáticos e regionais, além de dezenas de encontros com gestores de todos os níveis da federação. Sendo ainda construída sob um fluxo de intersetorialidade entre diversos ministérios, secretarias e muitos outros parceiros. Os encaminhamentos e propostas aqui apresentadas deverão ser norteadoras do desenvolvimento e implementação das futuras políticas públicas estruturantes de base comunitária.

A consolidação da Cultura Viva como dimensão essencial da justiça climática e equidade ambiental exige uma robusta pactuação federativa entre União, estados, Distrito Federal, municípios e sociedade civil.

Que o Maino’i siga polinizando rebeldias. Que os Pontos de Cultura sigam mantendo o céu suspenso sobre nossas cabeças. E que a Cultura Viva continue sendo trincheira, abraço, pacto de gestão e horizonte civilizatório.

Aracruz, Espírito Santo, maio de 2026.

Pela Justiça Climática. Pela Pactuação Federativa. Pela Cultura Viva. Pelo Bem-Viver!




Quer Ver a Teia por Imagens Dia a Dia:

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6ª Teia - Aracruz (ES)


Dia 19.05.2026


6ª Teia - Aracruz (ES) - Dia 1

Fotos: Giba/ MinC, Victor Vec/ MinC, Julia Faè e Danilo Zeppelin

https://flic.kr/s/aHBqjCUgmz


2º Fórum Nacional de Gestores de Cultura VivaAldeia

Fotos: Danilo Zeppelin

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3º Encontro Nacional dos Pontões de Cultura e Encontro Nacional Agente Jovem Cultura VivaAldeia

Fotos: Julia Faè

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Reunião dos Agentes Jovens de Cultura VivaAldeia

Fotos: Juliana Uepa/ MinC e Giba/ MinC

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5º Fórum Nacional dos Pontos de CulturaAldeia

Fotos: Giba/ MinC

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Conselho Intergovernamental do Programa Cultura VivaAldeia

Fotos: Giba/ MinC

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Programação artística

Fotos: Giba/ MinC

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Dia 20.05.2026 


1º Encontro Nacional Agente Jovem Cultura VivaAldeia

Fotos: Giba/ MinC

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Cultura Viva Educativa: Ensino , Pesquisa e Extensão na Cultura de Base Comunitária Aldeia

Fotos: Victor Vec/ MinC, Giba/ MinC e Danilo Zeppelin

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Gestão de resíduos gerados na Teia Aracruz (ES) - Plano Sustentabilidade

Fotos: Julia Faè

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2º Fórum Nacional de Gestores de Cultura VivaAldeia 

Fotos: Victor Vec/ MinC, Danilo Zeppelin, Giba/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUqzV


3º Encontro Nacional dos Pontões de CulturaAldeia

Fotos: Giba/ MinC, Julia Faè

https://flic.kr/s/aHBqjCUu6E


Vivência indígena/ Aldeia

Fotos: Victor Vec/ MinC

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6ª Teia - Aracruz (ES) - Dia 2

Fotos: Victor Vec/ MinC, Julia Faé, Danilo Zeppelin

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5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura Aldeia

Fotos: Danilo Zeppelin, Julia Faè

https://flic.kr/s/aHBqjCUxGJ


Programação Artística

Fotos: Danilo Zeppelin

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Dia 21.05.2026 


Secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, participa de debate da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES)

Fotos: Giba/ MinC e Danilo Zeppelin

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Cerimônia de Abertura Oficial da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura

Fotos: Ricardo Stuckert / PR, Filipe Araújo/ MinC, Giba/Minc

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6ª Teia - Aracruz (ES) - Dia 3

Fotos: Victor Vec/ MinC, Giba/ MinC, Julia Faé e Daniel Zeppelin

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Programação Artística

Fotos: Danilo Zeppelin

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Dia 22.05.2026 


Encontro com Influenciadores na 6ª Teia

Fotos: Filipe Araújo/ MinC, Victor Vec/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUFbB


Conexões Vivas: ancestralidade, cultura e futuro coletivo

Fotos: Victor Vec/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUQQH


2ª Reunião do GT de Construção do Plano Nacional das Culturas dos Povos Indígenas

Fotos: Filipe Araújo/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUCAq


Ministra da Cultura visita a exposição “Você Já Escutou a Terra?",em Aracruz (ES), ao lado de Ailton Krenak

Fotos: Filipe Araújo/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUCJB


6ª Teia - Aracruz (ES) - Dia 4

Fotos: Victor Vec/ MinC, Giba/ MinC, Julia Faé e Danilo Zeppelin

https://flic.kr/s/aHBqjCUy2N


Programação Artística

Fotos: Danilo Zeppelin

https://flic.kr/s/aHBqjCUE9H



Dia 23.05.2026 



6º Teia: Feira da Economia Criativa e Solidária

Fotos: Victor Vec/ MinC, Julia Faé, Filipe Araújo/ MinC

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6ª Teia Encontro com Delegações Estaduais

Fotos: Luiza Castro, Julia Faé, Filipe Araújo/ MinC, Victor Vec/ MinC e Elissa Rocha

https://flic.kr/s/aHBqjCUC1q


Press Trip: 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES)

Fotos: Victor Vec/ MinC e Julia Faé

https://flic.kr/s/aHBqjCUDWf


Cine Teia: Premiação Curta-Metragem

Fotos: Julia Faé

https://flic.kr/s/aHBqjCUBrL


6º Teia: Gestão de Resíduos Recicláveis

Fotos: Filipe Araújo/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUD8A


Territórios Teia - Etnoturismo na Aldeia Tekoa Mirim

Fotos: Giba/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUDbg


6ª Teia - Aracruz (ES) - Dia 5

Fotos: Danilo Zeppelin, Julia Faé, Giba/ MinC e Victor Vec/ MinC

https://flic.kr/s/aHBqjCUYDC



Programação Artística

Fotos: Filipe Araújo/ MinC e Danilo Zeppelin

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sábado, 18 de abril de 2026

Arte e Fronteira: Exposição de Gildecio Costaeira celebra 35 anos de trajetória com circulação binacional

 O projeto "35 Anos de Arte Ecológica: A Jornada de Gildecio Costaeira" segue sua trajetória binacional, consolidando um intercâmbio cultural que une o Rio Grande do Sul e Sergipe há mais de duas décadas. Após uma passagem marcante pela Casa de Cultura de Rio Branco, no Uruguai, a exposição chega a Pelotas, ocupando a 4 Galeria.

Este movimento é fruto da parceria estratégica entre o Ponto de Cultura Outro Sul de Pelotas-RS e o Ponto Zabumbamus de Lagarto-SE, instituições fundamentais na articulação da Política Nacional de Cultura Viva e da Rede de Pontos de Cultura. A jornada de Gildecio Costaeira não apenas celebra sua obra, mas materializa a força dessa rede que conecta saberes, ecologias e ritmos.

Em Pelotas, a programação conta com a performance de Ilusionismo Sonoro, com Davi Batuka e convidados, celebrando a conexão que reverbera o sopapo gaúcho e a zabumba sergipana. A iniciativa, realizada pela AMIZ e pelo Pontão de Cultura Municipal Outros Paralelos, reitera o papel da arte na integração entre povos e na preservação do nosso patrimônio natural e imaterial.



Gildecio Costaeira: A Vanguarda da Arte Ecológica no Sertão Sergipano

A obra de Gildecio Costaeira é um convite a uma dimensão onde o tempo e a natureza se fundem. Artista plástico nascido no Povoado Campo do Crioulo, em Lagarto (SE), Costaeira define sua prática como uma formação autóctone: um olhar "matuto" que, imerso na cultura regional sergipana, projeta uma visão universal sobre a preservação da vida.

O Ciclo Natural da Criação

Em suas telas, Gildecio não apenas retrata a fauna e a flora; ele as recria. Sua técnica de arte ecológica foca na representação de seres que habitaram o planeta em eras passadas, trazendo-os de volta ao presente através de cores marcantes e traços dinâmicos. Como o próprio artista descreve: “Minha pintura tem a pureza de trazer as plantas e os animais extintos para serem transformados em telas irradiantes, com cores fortes e atraentes”.

Ao combinar espécies em processos experimentais, o artista desenvolve um ciclo natural onde diferentes vidas se fundem, criando uma impressão de unidade. Suas obras não são apenas registros estéticos, mas instrumentos de educação ambiental e resistência cultural.

Uma Trajetória Internacional

A relevância de sua obra transcende fronteiras. Com uma carreira consolidada ao longo de décadas, Gildecio Costaeira leva o nome de Sergipe e do Brasil para palcos internacionais, tendo participado de exposições e festivais em países como Áustria, Coreia do Sul, Uruguai e Brasil.

Sua trajetória é marcada pela versatilidade, transitando por salões de artes plásticas, bienais do livro, cenografias musicais e projetos de arte urbana, sempre mantendo o compromisso com a "Cultura Viva". Entre os marcos recentes de sua carreira, destaca-se sua participação em festivais na Áustria e a recente circulação binacional que uniu a rede de Pontos de Cultura de Sergipe e do Rio Grande do Sul.

Conexão e Legado

Mais do que um artista, Costaeira atua como um elo na rede de Cultura Viva. Sua parceria de duas décadas com o Ponto Zabumbamus e sua articulação com o Ponto Outro Sul demonstram que a arte é, antes de tudo, um ato de coletividade. Suas criações, que vão de telas sobre o "Poder da Polinização" até a "Era Paleontológica", são evidências de uma vanguarda que entende a arte como o habitat primitivo — e futuro — da humanidade.

Para conhecer mais sobre a obra de Gildecio Costaeira, acompanhe sua trajetória através dos canais oficiais:

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Tecnologia e Hip-Hop: Oficina "Base Forte" promove formação em produção musical no CEU Dunas

 


A terceira edição da Oficina Base Forte chega com uma proposta de imersão técnica e cultural nos dias 11 e 12 de abril, em Pelotas. Desta vez, o Selo 4Passo une forças com o projeto Fazeres de um Outro Sul (do Ponto de Cultura Outro Sul) para oferecer uma formação prática em produção musical, ministrada pelo rapper e produtor Mano Rick.

A atividade, que ocorre no CEU Dunas às 15h, reforça a importância da ocupação tecnológica por artistas periféricos. O cronograma abrange desde o legado histórico do toca-discos no Hip-Hop até o domínio de softwares modernos como o Ableton Live.

Cronograma de Aprendizado:

  • Dia 1: Fundamentos de sistemas de áudio, conexão entre o analógico e o digital e técnicas de captação de voz.

  • Dia 2: Edição avançada, equalização e automação de volumes para finalização de faixas.

Mais do que técnica, a oficina é um espaço de legitimação da trajetória artística local. Com oferta de ajuda de custo para os participantes e vagas limitadas, a iniciativa reafirma o compromisso do Ponto de Cultura Outro Sul em profissionalizar a cena cultural da região.

As inscrições podem ser feitas diretamente pelo link disponível na bio do Instagram oficial: @selo4passo.

ou no formulário inscrição aqui 

sábado, 7 de março de 2026

Colônia Festival II: Arte, Ancestralidade e Sustentabilidade no 7º Distrito de Pelotas

 Por: Ponto de Cultura Fazeres de um Outro Sul

Entre os dias 13 e 15 de março de 2026, a zona rural de Pelotas se transforma no epicentro de uma ocupação cultural sem precedentes. O Colônia Festival II chega à histórica Casa Grupelli, no 7º Distrito (Quilombo), unindo música, formação e o fortalecimento das matrizes africanas e indígenas que moldam a nossa identidade.

Um festival de todos e para todos


Pautado na Cultura da Paz e na Economia Criativa, o evento é totalmente gratuito e oferece camping liberado para quem deseja viver a experiência completa no interior. A iniciativa é gerida pela AMIZ – Unidade de Formação e Capacitação Humana e Profissional, através do Ponto de Cultura Fazeres de um Outro Sul.

O festival é um marco de descentralização cultural, levando para o território quilombola uma estrutura de som, luz e acessibilidade (Libras) financiada pela PNAB Estadual (SEDAC/RS).

Programação Destaque

  • Sexta-feira (13/03): Abertura do camping e apresentações musicais com bandas locaisFeira de Economia Criativa - Solidária

  • Sábado (14/03): Dia de "Arte e Formação" com oficinas híbridas de Economia da Cultura, Audiovisual e Elaboração de Projetos, além de oficina musicada e contação de histórias com o grupo Preto de Sapato. + Feira de Economia Criativa - Solidária

  • Domingo (15/03): O ápice do festival é dedicado à diversidade e ao território. A programação conta com a Feira Quilombola e Indígena integrada à Feira de Economia Criativa e Solidária. Um dos momentos centrais será a mesa redonda "A Cultura do 7º Distrito e Colônia", promovendo um debate essencial sobre o recorte quilombola e indígena com lideranças locais e gestores culturais. O dia ainda oferece roteiros ecoturísticos por cachoeiras e túneis ferroviários, além de visitas orientadas ao Museu Grupelli em parceria com o curso de Museologia da UFPel. O encerramento fica por conta do balanço do Bloloko – O Bloco de Todo Mundo.

Logística e Sustentabilidade

Para garantir que ninguém fique de fora, o festival estimula o uso do transporte coletivo (com linhas a preços populares de R$ 6,00) e o sistema de caronas solidárias (nos avise se pode oferecer ou precisa de carona que incluiremos no grupo do wats - carona solidária). Além disso, a alimentação terá um toque comunitário com o famoso "Sopão das Galáxias", unindo equipe, artistas e público ao redor da fogueira.


Apoio e Parcerias

O Colônia Festival II é uma realização da AMIZ/Ponto de Cultura Outro Sul, Casa Grupelli, Galpão Satolep, Batuka Records, Ilusionismo Sonoro e ARCOD. Conta com financiamento da PNAB Estadual (SEDAC/RS), Ministério da Cultura e Governo Federal, com o apoio institucional da Prefeitura de Pelotas (Secretarias de Cultura, Mulheres e Desenvolvimento Rural), UFPel, e Rural Net que gentilmente irá fornecer link para transmissão ao vivo, ninguém fica de fora).


Serviço:

  • O quê: Colônia Festival II

  • Onde: Casa Grupelli, 7º Distrito (Quilombo), Pelotas/RS.

  • Inscrições para oficinas e Voluntariado: Aqui ou via WhatsApp dos facilitadores.

  • Entrada e Camping: Gratuitos.