sábado, 18 de abril de 2026

Arte e Fronteira: Exposição de Gildecio Costaeira celebra 35 anos de trajetória com circulação binacional

 O projeto "35 Anos de Arte Ecológica: A Jornada de Gildecio Costaeira" segue sua trajetória binacional, consolidando um intercâmbio cultural que une o Rio Grande do Sul e Sergipe há mais de duas décadas. Após uma passagem marcante pela Casa de Cultura de Rio Branco, no Uruguai, a exposição chega a Pelotas, ocupando a 4 Galeria.

Este movimento é fruto da parceria estratégica entre o Ponto de Cultura Outro Sul de Pelotas-RS e o Ponto Zabumbamus de Lagarto-SE, instituições fundamentais na articulação da Política Nacional de Cultura Viva e da Rede de Pontos de Cultura. A jornada de Gildecio Costaeira não apenas celebra sua obra, mas materializa a força dessa rede que conecta saberes, ecologias e ritmos.

Em Pelotas, a programação conta com a performance de Ilusionismo Sonoro, com Davi Batuka e convidados, celebrando a conexão que reverbera o sopapo gaúcho e a zabumba sergipana. A iniciativa, realizada pela AMIZ e pelo Pontão de Cultura Municipal Outros Paralelos, reitera o papel da arte na integração entre povos e na preservação do nosso patrimônio natural e imaterial.



Gildecio Costaeira: A Vanguarda da Arte Ecológica no Sertão Sergipano

A obra de Gildecio Costaeira é um convite a uma dimensão onde o tempo e a natureza se fundem. Artista plástico nascido no Povoado Campo do Crioulo, em Lagarto (SE), Costaeira define sua prática como uma formação autóctone: um olhar "matuto" que, imerso na cultura regional sergipana, projeta uma visão universal sobre a preservação da vida.

O Ciclo Natural da Criação

Em suas telas, Gildecio não apenas retrata a fauna e a flora; ele as recria. Sua técnica de arte ecológica foca na representação de seres que habitaram o planeta em eras passadas, trazendo-os de volta ao presente através de cores marcantes e traços dinâmicos. Como o próprio artista descreve: “Minha pintura tem a pureza de trazer as plantas e os animais extintos para serem transformados em telas irradiantes, com cores fortes e atraentes”.

Ao combinar espécies em processos experimentais, o artista desenvolve um ciclo natural onde diferentes vidas se fundem, criando uma impressão de unidade. Suas obras não são apenas registros estéticos, mas instrumentos de educação ambiental e resistência cultural.

Uma Trajetória Internacional

A relevância de sua obra transcende fronteiras. Com uma carreira consolidada ao longo de décadas, Gildecio Costaeira leva o nome de Sergipe e do Brasil para palcos internacionais, tendo participado de exposições e festivais em países como Áustria, Coreia do Sul, Uruguai e Brasil.

Sua trajetória é marcada pela versatilidade, transitando por salões de artes plásticas, bienais do livro, cenografias musicais e projetos de arte urbana, sempre mantendo o compromisso com a "Cultura Viva". Entre os marcos recentes de sua carreira, destaca-se sua participação em festivais na Áustria e a recente circulação binacional que uniu a rede de Pontos de Cultura de Sergipe e do Rio Grande do Sul.

Conexão e Legado

Mais do que um artista, Costaeira atua como um elo na rede de Cultura Viva. Sua parceria de duas décadas com o Ponto Zabumbamus e sua articulação com o Ponto Outro Sul demonstram que a arte é, antes de tudo, um ato de coletividade. Suas criações, que vão de telas sobre o "Poder da Polinização" até a "Era Paleontológica", são evidências de uma vanguarda que entende a arte como o habitat primitivo — e futuro — da humanidade.

Para conhecer mais sobre a obra de Gildecio Costaeira, acompanhe sua trajetória através dos canais oficiais:

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